Detecção de ácidos glicônicos totais por Cromatografia Líquida de Alta Eficiência em matriz derivada de cultivo microbiano (CLAE)
Palabras clave:
oxidação incompleta da glicose, acido orgânicos e cetoderivados, quantificação, validaçãoResumen
A capacidade de produzir ácidos orgânicos e tolerar à acidez é peculiar da bactéria fixadora de nitrogênio Gluconacetobacter diazotrophicus. Além da importante aplicação industrial, diversos ácidos orgânicos, entre eles os ácidos glicônicos, tem sido relatados como responsáveis pela solubilização de diversos compostos encontrados em forma não assimilável no solo. Neste contexto a utilização de métodos que permitam quantificar a produção desses ácidos é essencial para estabelecer seu papel na promoção de crescimento vegetal. No entanto, devido a grande semelhança estrutural entre o substrato (D-Glicose) e os ácidos glicônicos, a determinação específica e quantitativa destes compostos em relação a seu açúcar precursor tem sido limitada mesmo em análises empregando Cromatografia Líquida de Alta Eficiência (CLAE). O protocolo apresentado propõe o uso de dois métodos de detecção para definir a quantidade de glicose e ácidos glicônicos em amostras derivadas de cultivos in vitro de G. diazotrophicus: por método enzimático-colorimétrico (comercial) e detecção por CLAE. Embora não tenha sido possível a separação do ácido D-glicônico de seus ceto derivados, o método demonstrou baixa interferência da presença de D-glicose e alta linearidade de resposta para detecção de ácidos glicônicos totais. Análise quantitativa destes compostos em amostras de sobrenadantes permitiu definir que 33,10 mg de ácidos glicônicos totais ml-1 foram produzidos durante o cultivo de G. diazotrophicus. As condições cromatográficas estabelecidas neste estudo constituem uma ferramenta para identificação e caracterização de microrganismos capazes de promover a solubilização de fosfato e outros minerais por meio da síntese de ácidos glicônicos.
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